'Lenacapavir não é um projeto de caridade': Motsoaledi defende implementação limitada em meio a desafios 03.07.2026

O Ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, defendeu vigorosamente a implementação faseada do Lenacapavir, um medicamento inovador injetável semestral para a prevenção do HIV, diante de críticas dos Economic Freedom Fighters (EFF) sobre a sua distribuição inicial limitada. A implementação, lançada pelo Presidente Cyril Ramaphosa em Mpumalanga, visa reduzir novas infecções por HIV e avançar na meta de encerrar a Aids como uma ameaça à saúde pública até 2030. Motsoaledi explicou que as 37.920 doses iniciais representam a capacidade de fornecimento da empresa farmacêutica Gilead Sciences, e não o pedido do governo. Ele ressaltou que o Lenacapavir é caro, custando US$ 28.218 (cerca de R$ 456.849) por pessoa ao ano, e é atualmente financiado por uma subvenção de US$ 29,2 milhões do Fundo Global. Este investimento permite que a África do Sul estabeleça os sistemas necessários para a futura implementação em escala total utilizando recursos nacionais, assim que genéricos acessíveis estiverem disponíveis. O ministro delineou um plano de duas fases, com a fase 2 visando expandir o acesso a todas as unidades de cuidados de saúde primários até o ano financeiro de 2027/28, dependendo da disponibilidade de genéricos. Enquanto isso, o Departamento de Saúde de Gauteng já superou a sua meta, iniciando 6.130 clientes no primeiro mês, o que representa 131% da sua meta mensal. Motsoaledi enfatizou que a África do Sul não depende de caridade, pois o país já financia internamente 74% da sua resposta ao HIV, e a subvenção do Fundo Global é um investimento catalisador para a sustentabilidade.















